Projeto Vida realiza 2º Encontro dos Líderes Sociais Juvenis

Foi realizado nesta sexta (24/05) mais um encontro dos Líderes Sociais Juvenis do Projeto Vida nas Teias da Cultura, o encontro foi sediado no auditório Dom Walfrido na Diocese de Sobral e contou com a participação de cerca de 40 adolescentes e Jovens acompanhados pelo projeto e representantes de parceiros nos territórios. Na oportunidade foi exibido o documentário "Frutos do Brasil - Juventude em debate" dirigido pela jornalista Neide Duarte. Nele, jovens de várias regiões do país contam como modificaram suas vidas. O documentário faz parte do projeto Frutos do Brasil - Juventude em Debate, criado pela ong ARACATI, que teve o objetivo de incentivar a participação juvenil e o debate sobre a condição de vida dos jovens.
Após a exibição do documentário foram apresentados alguns dados sobre a realidade juvenil na cidade de Sobral e repassado algumas orientações sobre como os líderes estão realizando em seus territórios os Fóruns Comunitários de Juventude e Cultura.
Dando continuidade os participantes foram divididos por territórios para planejarem os Fóruns Comunitários que serão realizados em suas comunidades tendo como responsáveis por sua organização Líderes Sociais Juvenis e as equipes do projeto sob acompanhamento da coordenação.

Sobral será a próxima cidade a sediar o EntrePontos 2013


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O EntrePontos é uma das ações estruturantes do Novo Programa Anual da Feira
Entre os dias 03 e 09 de junho, a cidade de Sobral (CE) recebe o EntrePontos 2013 – Programa Integrado para os Agentes de Cultura do Ceará. O município da Região Norte, e ainda Tauá e mais duas cidades do interior cearense sediam uma série de quatro encontros para o público interessado em gestão cultural. A formação é um dos eixos estruturantes da Feira da Música, que este ano assume um novo formato: um Programa continuado de ações por todo o ano, e não mais apenas um evento.
O EntrePontos objetiva estimular e fortalecer o desenvolvimento sustentável e integrado de projetos de negócios na área da Cultura no mercado glocal (global+local). Como resultado, o que se espera é contribuir para a qualificação e fortalecimento do setor, através da integração e formação das pessoas envolvidas na gestão, desenvolvimento e administração de empreendimentos culturais.
A formação é direcionada para artistas, músicos, produtores, técnicos, gestores culturais, empresários, estudantes e demais interessados em linguagens artísticas e áreas afins. Os participantes terão a oportunidade de trocar conhecimentos em rodas de conversa e grupos de trabalho divididos em três áreas: Produção Cultural e Gestão de Coletivos, Técnica em Eventos e Comunicação.
No primeiro semestre do ano, o EntrePontos é realizado nas cidades de Tauá e Sobral, em maio e junho respectivamente. Já em setembro e outubro mais dois municípios do interior cearense, ainda em definição, sediam o projeto. O acesso é gratuito e as inscrições podem ser realizadas até o dia 31 de maio através do formulário online. A partir de sexta-feira (17) um formulário impresso também estará disponível na Casa de Cultura e no Centro de Convenções de Sobral.
Cada encontro seguirá a seguinte dinâmica:
  • 1° Momento – Encontro Geral: sensibilização, articulação e avaliação,  através do reconhecimento dos atores da região. Inclui rodas de conversas com facilitadores convidados para discutir assuntos como georreferenciamento, micro-crédito, empreendedorismo individual e gestão da Cultura e de coletivos.
  • 2º Momento – Grupos de Trabalho: sistematização técnica para o desenvolvimento do conhecimento prático, abordando produção e modelos de Produção Cultural e Gestão de Coletivos, Técnica em Eventos e Comunicação.
  • 3° Momento – Laboratório: encerramento das atividades com a realização de um evento cultural, onde os participantes poderão aplicar, na prática, o conhecimento adquirido nos grupos de trabalho. O evento contará com as apresentações artísticas de um grupo local e um grupo regional, como forma de promover intercâmbio de experiências.
Realizado pela Associação dos Produtores de Cultura do Ceará (Prodisc), Casa Fora do Eixo Nordeste e Universidade Livre Fora do Eixo, o EntrePontos tem apoio do Governo do Estado do Ceará e das prefeituras municipais de Tauá e Sobral.
Sobre a Feira da Música
Ao longo de mais de uma década de atuação, a Feira da Música já envolveu cerca de 4.790 músicos em 765 shows, recebeu 264 painéis/oficinas e reuniu 726 expositores. Em sua décima segunda edição, a mostra consolida-se como um dos maiores eventos deste gênero no país, e abre-se para novos formatos e ideias. Este ano, a programação se estenderá de maio a novembro, com atividades de formação, circulação, difusão e integração entre agentes. O resultado será uma Feira como plataforma colaborativa de música, negócios e formação, envolvendo os diversos elos e indivíduos ligados à cadeia produtiva da Cultura.
:: SERVIÇO
EntrePontos – Formação em gestão cultural em Sobral
Data: 03 a 09 de junho
Horários: 14h às 20h
Local: Faculdades Inta (Rua Cel. Antônio Rodrigues Magalhães, 359 – bairro Dom Expedito Lopes – Sobral/CE)
Inscrições: no formulário online, na Casa da Cultura de Sobral (Av. Dom José, 881 – Centro – Sobral/CE | (88) 3611.2712 | 3611.2956) e no Centro de Convenções de Sobral (Rua Visconde de Sabóia, 300 – Junco – Sobral/CE | (88) 3611.6311)
Mais informações: www.entrepontos.feiradamusica.com.br | (85) 3262.5011 | 9998.2038 | 8785.3305

Nota da CNBB sobre a redução da maioridade penal


cnbb
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou uma nota sobre a redução da maioridade penal, na quinta-feira, 16 de maio, durante coletiva de imprensa, que apresentou o balanço da reunião do Conselho Episcopal Pastoral (CONESP). A CNBB “reafirma que a redução da maioridade não é a solução para o fim da violência”. Assim, a “Igreja no Brasil continua acreditando na capacidade de regeneração do adolescente quando favorecido em seus direitos básicos e pelas oportunidades de formação integral nos valores que dignificam o ser humano”.
“Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9)
Nota da CNBB sobre a redução da maioridade penal
O debate sobre a redução da maioridade penal, colocado em evidência mais uma vez pela comoção provocada por crimes bárbaros cometidos por adolescentes, conclama-nos a uma profunda reflexão sobre nossa responsabilidade no combate à violência, na promoção da cultura da vida e da paz e no cuidado e proteção das novas gerações de nosso país.
A delinquência juvenil é, antes de tudo, um aviso de que o Estado, a Sociedade e a Família não têm cumprido adequadamente seu dever de assegurar, com absoluta prioridade, os direitos da criança e do adolescente, conforme estabelece o artigo 227 da Constituição Federal. Criminalizar o adolescente com penalidades no âmbito carcerário seria maquiar a verdadeira causa do problema, desviando a atenção com respostas simplórias, inconsequentes e desastrosas para a sociedade.
A campanha sistemática de vários meios de comunicação a favor da redução da maioridade penal violenta a imagem dos adolescentes esquecendo-se de que eles são também vítimas da realidade injusta em que vivem. Eles não são os principais responsáveis pelo aumento da violência que nos assusta a todos, especialmente pelos crimes de homicídio. De acordo com a ONG Conectas Direitos Humanos, a maioria dos adolescentes internados na Fundação Casa, em São Paulo, foi detida por roubo (44,1%) e tráfico de drogas (41,8%). Já o crime de latrocínio atinge 0,9% e o de homicídio, 0,6%. É, portanto, imoral querer induzir a sociedade a olhar para o adolescente como se fosse o principal responsável pela onda de violência no país.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ao contrário do que se propaga injustamente, é exigente com o adolescente em conflito com a lei e não compactua com a impunidade. Ele reconhece a responsabilização do adolescente autor de ato infracional, mas acredita na sua recuperação, por isso propõe a aplicação das medidas socioeducativas que valorizam a pessoa e lhe favoreçam condições de autossuperação para retornar a sua vida normal na sociedade. À sociedade cabe exigir do Estado não só a efetiva implementação das medidas socioeducativas, mas também o investimento para uma educação de qualidade, além de políticas públicas que eliminem as desigualdades sociais. Junta-se a isto a necessidade de se combater corajosamente a praga das drogas e da complexa estrutura que a sustenta, causadora de inúmeras situações que levam os adolescentes à violência.
Adotada em 42 países de 54 pesquisados pela UNICEF, a maioridade penal aos 18 anos “decorre das recomendações internacionais que sugerem a existência de um sistema de justiça especializado para julgar, processar e responsabilizar autores de delitos abaixo dos 18 anos” (UNICEF). Reduzi-la seria “ignorar o contexto da cláusula pétrea constitucional – Constituição Federal, art. 228 –, além de confrontar a Convenção dos Direitos da Criança e do Adolescente, as regras Mínimas de Beijing, as Diretrizes para Prevenção da Delinquência Juvenil, as Regras Mínimas para Proteção dos Menores Privados de Liberdade (Regras de Riad), o Pacto de San José da Costa Rica e o Estatuto da Criança e do Adolescente” (cf. Declaração da CNBB contra a redução da maioridade penal – 24.04.2009).
O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunido em Brasília, nos dias 14 a 16 de maio, reafirma que a redução da maioridade não é a solução para o fim da violência. Ela é a negação da Doutrina da Proteção Integral que fundamenta o tratamento jurídico dispensado às crianças e adolescentes pelo Direito Brasileiro. A Igreja no Brasil continua acreditando na capacidade de regeneração do adolescente quando favorecido em seus direitos básicos e pelas oportunidades de formação integral nos valores que dignificam o ser humano.
Não nos cansemos de combater a violência que é contrária ao Reino de Deus; ela “nunca está a serviço da humanidade, mas a desumaniza”, como nos recordava o papa Bento XVI (Angelus, 11 de março de 2012). Deus nos conceda a todos um coração materno que pulse com misericórdia e responsabilidade pela pessoa violentada em sua adolescência. Nossa Senhora Aparecida proteja nossos adolescentes e nos auxilie na defesa da família.
Brasília, 16 de maio de 2013


Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Presidente da CNBB em exercício

Dom Sergio Arthur Braschi
Bispo de Ponta Grossa
Vice-Presidente da CNBB em exercício

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

Sobral sediará etapa do EntrePontos


O EntrePontos está com inscrições abertas para as atividades de formação que acontecerão de 03 a 09 de junho na cidade de Sobral! Confira a programação completa: www.entrepontos.feiradamusica.com.br Inscreva-se: http://bit.ly/19sQWFI 

Levando uma série de encontros com oficinas, debates e grupos de trabalho, o Programa Integrado de Formação Livre para agentes culturais acontecerá na sede da INTA Faculdades. 

 As inscrições estão abertas aos interessados no desenvolvimento sustentável e integrado de projetos na área da Cultura, podendo ser realizadas até o dia 31 de maio através do formulário online, disponibilizado no site da Feira da Música, ou no Centro de Convenções de Sobral e Casa de Cultura.

Fonte: Ocuparte

Crianças e adolescentes na prisão » Por que essa é uma má ideia


Conectas lista argumentos contra redução da maioridade penal


Pesquisa divulgada hoje pelo Datafolha mostra que a superexposição na imprensa do assassinato do aluno do curso de Rádio e TV da Faculdade Cásper, Victor Hugo Deppman, de 19 anos, por outro jovem, de pouco menos de 18 anos, levou a 93% o número de paulistanos que se dizem favoráveis hoje à diminuição da maioridade penal. Para 9% dos entrevistados pelo instituto, até menores de 13 anos devem ser considerados como adultos, percentagem que é maior do que aqueles que se opõem à medida, 6%.

Entretanto, quando é dada opção de escolher qual seria o método mais eficiente para diminuir a criminalidade, 42% dizem que o ideal seria criar políticas públicas mais eficientes para jovens. Outros 52% afirmam que a redução da maioridade penal já melhoraria os índices criminais.

“Todo e qualquer homicídio é triste e lastimável e nos solidarizamos com as famílias que perderam seus entes queridos. No entanto, nosso País conta com mecanismos que nos possibilitam construir políticas públicas em cima de fatos concretos, dados e estudos, e não de propaganda alarmista e comoção momentânea. Do contrário, estaríamos diante de um paredão de execução, onde, em pouco tempo, a própria sociedade terminaria vitimizada por suas ideias absurdas, reacionárias, ineficazes, injustas e surpreendentemente populares”, disse Lucia Nader, coordenadora executiva da Conectas.
“Uma das propostas que circulam fala em criar um regime especial para manter esses os jovens como ‘presos especiais’. Isso só fortalece mais uma vez o nefasto ideal do encarceramento em massa, cujo resultado foi o aparecimento e empoderamento de facções criminosas que atuam no sistema”, disse Marcos Fuchs, diretor adjunto da Conectas.

Para contribuir com o debate, a organização listou abaixo argumentos para refutar os erros mais comuns envolvendo este assunto. Os mesmos pontos estão contidos no Parecer Técnico ao Projeto de Decreto Legislativo do Senado Federal n. 539/2012, elaborado por uma rede de nove entidades.
Outro documento de referência no tema foi elaborado em 2007 pela Unicef. Ele lista argumentos sociológicos e jurídicos para rebater a ideia que as sociedades deve encarcerar seus jovens cada dia mais cedo e por mais tempo, no intuito de conter a violência. O estudo também aponta dados comparativos e diferentes medidas adotadas no mundo todo. A Unicef alerta que “as políticas sociais possuem real potencial para diminuir o envolvimento dos adolescentes com violência”.

Na verdade, os jovens são mais vítimas da violência do que autores de crimes graves:
Os dados da Fundação Casa (em SP) mostram que a maioria dos internados foi detida por roubo (44,1%) e tráfico de drogas (41,8%). Latrocínio são apenas 0,9% e homicídio somente 0,6%.

Um fato que merece especial atenção no último Mapa da Violência é a idade das vítimas. Observa-se que não há diferenças significativas de vítimas de homicídio entre brancos e negros até os 12 anos de idade. Entretanto, nesse ponto inicia-se um duplo processo: por um lado, um íngreme crescimento do número de vítimas de homicídio, tanto branca quanto negra, que se avolumam significativamente até os 20/21 anos de idade das vítimas. Se esse crescimento se observa tanto entre os brancos quanto entre os negros, nesse último caso, o incremento é marcadamente mais elevado: entre os 12 e os 21 anos de idade, as taxas brancas passam de 1,3 para 37,3 em cada 100 mil; aumenta 29 vezes. Já as taxas de negros passam, nesse intervalo, de 2,0 para 89,6, aumentando 46 vezes. Os dados elencados, portanto, apontam que a questão a ser encarada do ponto de vista da política pública é a mortalidade de jovens, – sobretudo, dos jovens negros –, e não a autoria de crimes graves por jovens.

Propostas de redução da maioridade penal são inconstitucionais:
Motivos principais: i) a afirmação da idade penal faz parte dos direitos e garantias constitucionais fundamentais de natureza individual, portanto, irrevogáveis; ii) o Brasil é signatário dos tratados internacionais - a exemplo da Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU de 1989 – que confirmam os 18 anos como marco de idade penal;
i) A redução da idade penal é imbuída de uma questão constitucional fundamental: ela é cláusula pétrea, sendo parte dos direitos e garantias fundamentais individuais de nossa Constituição Federal de 1988. Não vindo um plebiscito ou uma emenda constitucional a ter força suficiente para sua revogação.

ii) A Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança – ratificada internamente pelo Decreto 99.710/90 – estabelece que criança (no Brasil, compreendida como as fases de criança e adolescente) é o sujeito que se encontra até os 18 anos de idade. Trata-se do primeiro marco etário para definições de direitos, deveres e políticas públicas correspondentes. Esse documento internacional alinha-se a outros, como as Regras Mínimas das Nações Unidas para a Administração da Justiça de Menores (Regras de Beijing, 1985) e as Diretrizes das Nações Unidas para a Prevenção da Delinquência Juvenil (Diretrizes de Riad, 1990). Todos esses documentos confirmam que a idade penal deve dividir a fase adulta da fase infanto-adolescente, e, portanto, distinguir os tratamentos estatais perante a prática delituosa.

O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e o mito da impunidade do adolescente.
O advento do ECA alçou a questão da infância e juventude ao centro do ordenamento jurídico brasileiro, em consonância com os movimentos internacionais de direitos e proteção da criança e do adolescente, colocando-os agora como sujeitos de direitos, tendo sido aplaudido em fóruns internacionais.
Apesar dos avanços normativos nele contidos, o ECA é alvo constante de críticas por supostamente fomentar a impunidade na medida em que estabeleceria “apenas” medidas sócio educativas. Esta ideia se baseia na concepção de que o adolescente seria incitado a cometer um ato infracional porque a atual legislação seria branda quanto a sua punição. Confunde-se então, inimputabilidade com impunidade e se esquece que as medidas de internação constituem-se em efetiva restrição de liberdade em estabelecimento próprio destinado a isso, onde convivem somente adolescentes que praticaram atos infracionais.
Pesquisa do CNJ de 2007 pôde constatar que a medida de internação é sistematicamente imposta pelo Judiciário, mesmo para casos não graves (exemplo: furto).
Além disso, não foram esgotadas, no Brasil, as formas de atenção que se pode oferecer a estes jovens, seja pelas escolas, pelas instituições de assistência, pela família, pela maior distribuição de direitos, pela aplicação efetiva do ECA.

“Desconsideração da menoridade penal” é o mesmo que “redução da maioridade penal”?
Sim. Ao cunhar a possibilidade de “desconsideração da menoridade penal” de acordo com as hipóteses a serem criadas pelo legislador ordinário, se reduz, na prática, a maioridade penal. Nos termos desse tipo de proposta, a redução da maioridade penal, na prática, será mais ou menos extensa de acordo com o talento do legislador ordinário e com a conjuntura política que o animar.

Ondas conservadoras X pobreza
A preocupação com a criminalidade infanto-juvenil (que se manifesta de tempos em tempos no discurso favorável à diminuição da maioridade penal) funciona, na realidade, mais como um instrumento de marginalização da população pobre do que uma ampliação e um reconhecimento dos direitos civis dos jovens. Num país atingido por fortes desigualdades sociais e de direitos, as propostas favoráveis à redução da maioridade penal são cúmplices deste processo de criminalização da pobreza, jogando para o aparelho carcerário-punitivo os grupos e indivíduos mais vulneráveis psicológica, social, econômica e culturalmente.

Não se pode admitir o recrudescimento de importantes pilares sociais. A essa dinâmica atribui-se a expressão vedação do retrocesso social, segundo a qual a sociedade brasileira não pode abandonar as conquistas sociais, em especial aquelas positivadas na CF e reconhecidas a todo e qualquer cidadão brasileiro.

ONG Conectas lista argumentos que explicam porque a redução da maioridade penal é uma ‘má ideia’



Recentemente, o caso de um estudante universitário de São Paulo (SP) morto por um adolescente que estava prestes a completar 18 anos e que, portanto, não poderia ser preso e julgado como um adulto, reacendeu a discussão sobre a redução da maioridade penal no país. Foi em meio a esse estado de comoção levado à frente pelos grandes veículos de comunicação, que uma pesquisa da Datafolha apontou que 93% da população paulistana quer a redução da idade penal de 18 para 16 anos. O fato logo despertou a defesa contra a medida por diversas organizações de direitos humanos que atuam na área.
A ONG Conectas Direitos Humanos decidiu foi uma delas, e criou uma lista "Crianças e adolescentes na prisão, porque essa é uma má ideia”, que se baseia em argumentos sociológicos e jurídicos de documentos do Fundo das Nações Unidas para a Infância - Unicef e do Senado Federal, para esclarecer porque reduzir a idade penal não vai solucionar o problema da violência juvenil.
Os dados da Fundação Casa de São Paulo, que abriga adolescentes infratores, demonstram que latrocínios (roubo seguido de morte) e homicídios juntos não somam 10% dos motivos de internações. A maioria dos jovens é levada à Fundação Casa por roubo (44,1%) e tráfico de drogas (41,8%).

Mesmo assim, 93% dos paulistanos acreditam que os jovens internados deveriam ir para o sistema adulto, onde, segundo lembra a Conectas, há um déficit de 238 mil vagas, fruto do encarceramento em massa e para onde mais de 60% dos presos acabam voltando, depois de cometer outros crimes, segundo dados do Unicef.

Um dos primeiros motivos pelos quais a redução da idade penal não é válida no Brasil é o fato de que essa alteração contraria a Constituição Federal de 1988 e os compromissos assumidos pelo Estado Brasileiro com a ratificação da Convenção Internacional dos Direitos da Criança e do Adolescente das Nações Unidas (1989) e de outros documentos internacionais, que confirmam os 18 anos como marco de idade penal.

Segundo a Conectas, a preocupação com a criminalidade infanto-juvenil estaria mais ligada à "marginalização da população pobre do que uma ampliação e um reconhecimento dos direitos civis dos jovens”. "Num país atingido por fortes desigualdades sociais e de direitos, as propostas favoráveis à redução da maioridade penal são cúmplices deste processo de criminalização da pobreza, jogando para o aparelho carcerário-punitivo os grupos e indivíduos mais vulneráveis psicológica, social, econômica e culturalmente”, explica a ONG.

Para o diretor adjunto da Conectas, Marcos Fuchs, prender adolescentes, mesmo sendo como ‘presos especiais’, só fortaleceria a ideia de encarceramento em massa, "cujo resultado foi o aparecimento e empoderamento de facções criminosas que atuam no sistema”. Já para o Unicef, a redução representa "um enorme retrocesso no atual estágio de defesa, promoção e garantia dos direitos da criança e do adolescente no Brasil”, sendo que as políticas sociais podem diminuir o envolvimento de adolescentes com a violência.

Fonte: Adital Jovem

Juventude está entre as categorias da 7ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social


A "Juventude" é uma das novas categorias do 7º Prêmio da Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, cujas inscrições seguem até o dia 31 de maio.  Com essa categoria, a Fundação pretende identificar tecnologias que promovam o protagonismo e o empoderamento dos jovens.  Criado pela Fundação em 2001, o Prêmio certifica como “Tecnologia Social” metodologias bem-sucedidas, desenvolvidas na interação com a comunidade e que resultem em transformações efetivas na vida das pessoas.
 Podem se inscrever instituições sem fins lucrativos, de direito público ou privado, que promovam e estimulem essas práticas. Além da Juventude, serão premiadas iniciativas nas categorias Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária; Mulheres; Gestores Públicos; e Instituições de Ensino, Pesquisa e Universidades.
Os projetos vencedores receberão R$ 80 mil. Neste ano, a novidade é a premiação também para o segundo e terceiro colocados, em cada categoria (R$ 50 mil e R$ 30 mil, respectivamente). No total, serão destinados R$ 800 mil para aperfeiçoamento ou reaplicação da tecnologia social premiada. As tecnologias finalistas receberão, ainda, um ultrabook, além de troféu. Em seis edições, a Fundação BB já investiu R$ 2,4 milhões em premiações.
Entre as práticas vencedoras na última edição do Prêmio, realizada em 2011, estão o Banco Comunitário Muiraquitã, que promove uma espécie de consórcio e possibilita a troca de produtos e serviços entre a comunidade; o Banco de Sementes Comunitários, que dinamiza o processo produtivo de agricultores por meio de estoque coletivo; além da instalação de  Cisternas nas Escolas em municípios baianos; e o Projeto Fazendo Minha História: Biblioteca Infanto Juvenil, que incentiva a leitura ao instalar bibliotecas em instituições tutelares.
O manual de inscrição e o regulamento com mais informações sobre o Prêmio estão disponíveis no site www.fbb.org.br/tecnologiasocial
Banco de Tecnologias Sociais (BTS) - As Tecnologias Sociais certificadas pela Fundação Banco do Brasil, por meio do Prêmio, passam a integrar o Banco de Tecnologias Sociais (BTS), uma base de dados on-line disponível no sitewww.fbb.org.br/tecnologiasocial e que contém informações sobre as tecnologias e instituições que as desenvolveram. O BTS é o principal instrumento utilizado pela Fundação BB para disseminar, promover e fomentar a reaplicação de tecnologias sociais. Ao todo, a plataforma online reúne, hoje, 504 dessas tecnologias, todas elas certificadas em edições anteriores do Prêmio.
O Prêmio - Realizado a cada dois anos pela Fundação Banco do Brasil, o Prêmio tem como objetivo identificar tecnologias sociais inovadoras, que promovam o envolvimento da comunidade, transformação social efetiva e possibilidade de serem reaplicadas, implementadas em âmbito local, regional ou nacional e que sejam efetivas na solução de questões relativas à alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde. O Prêmio é realizado em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, a Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobrás, a KPMG Auditores Independentes, além da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Mais informações pelos telefones
Elton Pacheco (61) 3104-4658
Dalva de Oliveira (61) 3104-4657
Claudia Moreira (61) 3104-4655
Bruno Maciel (61) 3104-4654 

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